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O Canto do Cisne | Arthur D'Alembert

Extrato Capítulo V - A Pedra de Rosseta

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Em pouco tempo estavam os três caminhando pela praia. Todos sabiam que o líder podia tocar no assunto sempre que quisesse, embora de forma velada, enquanto não começavam as reuniões formais. E foi isso que aconteceu quando começaram o passeio.

Tanto Dave quanto Irwing tinham vestido calção de praia, enquanto Susan usava um surrado jeans. Tinham deixado os sapatos na cabana e levavam camisas para se proteger do sol forte. Os três estavam de boné.

– Gente – falou Irwing, enquanto olhava as marcas de suas pegadas na areia ao andar de costas –, suponhamos que estivesse preso naquela pequena ilha que se vê lá longe – e apontou umas pedras que saiam da água a uma centena de metros – e suponhamos que eu soubesse que a ilha iria afundar em pouco tempo e eu morreria. – Fez uma pausa e continuou: – Suponhamos que eu tivesse uma garrafa vazia, um papel e um lápis. O que eu deveria escrever no papel e enviar dentro da garrafa para o mar? A história da minha vida? Por que estaria perdido naquela ilha? Por que iria morrer? – Parou um momento e logo perguntou de novo: – O que vocês fariam?

Susan e Dave continuaram a caminhar em silêncio ao lado de Irwing. Sabiam que ele estava querendo chegar a algum lugar.

– Suponhamos que tenha achado ouro, um tesouro escondido na ilha. Contaria esse segredo na carta, mesmo sabendo que teria pouco tempo de vida, que não seria eu quem desfrutaria daquela riqueza? – Tirou os óculos, parou e disse: – Tenho me perguntado isso faz tanto tempo, e ainda não sei o que faria. Acho que somente saberei no dia em que ficar numa ilha deserta com uma garrafa e pronto para morrer. Então vou responder à minha pergunta.

– Há uma saída honrosa... – interrompeu Susan e fez uma pausa. – Seria uma maneira de evitar que você se sentisse uma pessoa indecisa.

– Qual? – foi a vez de Dave perguntar.

– Você poderia colocar num papel tudo que fosse possível contar. Depois, jogaria uma moeda para cada coisa. Se saísse cara, você contaria na sua mensagem da garrafa; se saísse coroa, você não contaria... – Sorriu levemente e continuou: – Por exemplo, você anota: contar sobre o tesouro, sim ou não. Se sair cara, você conta sobre o tesouro; se sair coroa, não conta, e assim procede para cada um dos assuntos.

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